EIXOS TEMÁTICOS

Industrialização, Logística, Redes Técnicas e Tecnologia

Coordenador: Eliseu S. Sposito
E-mail: essposito@gmail.com

Equipe envolvida (docentes)

Cleverson Alexsander Reolon, Denis Castilho, Edilson Alves Pereira Junior, Fabio Beserra, Glauciana Teles, Leandro Bruno Santos, Regina Tunes

Formulação do problema

As cidades médias selecionadas, considerando suas redes urbanas próximas, têm papel importante na coordenação de redes logísticas, contêm parque industrial importante de acordo com alguns ramos específicos em cada uma, com densidades de tecnologia e inovação que as diferenciam de outras cidades brasileiras.

Definição de variáveis para a pesquisa

Indústria: buscar dados de indústria de acordo com o histórico das cidades e sua densidade nesse campo.

Logística: buscar e analisar as redes logísticas (na escala regional e na escala nacional) que diferenciam as cidades estudadas das demais cidades do projeto.

Redes técnicas e inovação: verificar, por meio de dados secundários e entrevistas com agentes bem informados, as características e os avanços em inovação que caracterizam as cidades estudadas.

Plano analítico e interpretativo

A pesquisa irá procurar focar como as cidades se situam em diferentes formações socioespaciais para verificar qual a capacidade produtiva de cada uma no que concerne às indústrias de transformação absorverem (e/ou reproduzirem) as tecnologias que podem ser consideradas mais sofisticadas (empresas que utilizam médias e altas tecnologias, consumo de energia, utilização de redes técnicas, inovadoras e de logística) ou, em outras palavras, verificar quais são os traços inovadores na produção industrial das cidades.

Além disso, considerando que as cidades médias são nós relacionais cuja função na rede urbana depende crescentemente da capacidade de articular fluxos materiais, técnicos e cognitivos, vamos verificar como as atividades industriais e de serviços intensivas em conhecimento e a inovação contribuem para a reafirmação das cidades médias como intermediárias na rede urbana brasileira.

Recorte Temporal do tema

A pesquisa irá se realizar com dados a partir dos anos 1980 porque, num lapso de 45 anos, acreditamos que teremos dados suficientes para verificar o que ocorreu no Brasil em termos de transformações na indústria (ramos, localização, formação de parques industriais, clusters etc.) de acordo com a capacidade de inovação e na formação de redes técnicas e de logística, formatando a rede urbana em diferentes escalas, principalmente a regional e a nacional.

A equipe possui financiamentos complementares para desenvolvimento da pesquisa?

FAPESP – projeto PeriUrb envolvendo as cidades de Chapecó e Mossoró, com participações de Maria Encarnação B. Sposito, Eliseu S. Sposito e Igor de França Catalão.

Procedimentos para a pesquisa

Financiamento Imobiliário (Estoque de dívidas)

Quais as fontes para o desenvolvimento da pesquisa?

CNPJ – permite o mapeamento e a definição da densidade das empresas industriais nas cidades.

PINTEC – essencial para verificar os investimentos em tecnologia nas cidades.

WPO – Web Performance Optimization, processo de otimização do desempenho de um site para garantir que ele carregue rapidamente e funcione de forma eficiente.

IBID – mapa completo e atual da inovação no Brasil, revelando o desempenho dos ecossistemas locais de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) nas 27 Unidades da Federação (UFs) e nas cinco regiões, por meio de um indicador sintético oficial.

CEMPRE – promove a economia circular no Brasil, incentivando o descarte correto de resíduos e conectando governos, empresas e cidadãos para transformar o sistema de reciclagem.

RAIS – Relação Anual de Informações Sociais é um instrumento de coleta de dados administrado pelo Ministério do Trabalho e Emprego; associa-se ao CAGED, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), ferramenta que monitora a criação de empregos formais no país, administrada também pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

PIB – Produto Interno Bruto, que serve para medir a geração de riqueza no país e, por extensão, nos municípios estudados.

PIA – População em Idade Ativa permite identificar as pessoas em emprego formal.

INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial fornece dados de inovação por meio de registro de patentes.

EPE – Empresa de Produção Energética informa dados sobre a produção de energia no Brasil.

Previsão de formação de pessoal. IC, mestrado, doutorado e Pós-doc. em 4 anos

Como o grupo é formado por 8 pesquisadores, acreditamos que poderemos formar: 10 alunos IC, 20 MS, 20 DR e 5 PD.

Qual a previsão de possibilidades de divulgação científica?

A divulgação científica será realizada por meio de textos (apresentados em eventos científicos ou publicados em periódicos especializados) a partir do momento em que os dados secundários, os trabalhos de campo e as entrevistas estiverem apropriados pela equipe. Os textos serão elaborados em parcerias entre os membros da equipe. Haverá, também, a produção de textos de divulgação em linguagem acessível para a exposição dos resultados para os poderes públicos das cidades estudadas e o público em geral (por meio das mídias mais comuns, como facebook, instagram e jornais).

Qual a intervenção junto à sociedade que poderá ser desenvolvida com o tema da pesquisa?

Os resultados poderão ser divulgados junto aos poderes públicos das cidades estudadas para que eles os levem em consideração em seus planejamentos estratégicos (principalmente aqueles ligados ao desenvolvimento local, como atração de indústrias, renovação energética, estímulo à localização industrial etc.).

Apresente um cronograma para o primeiro ano de pesquisa

No primeiro ano, o cronograma compreende: realização dos trabalhos de campo de setembro a novembro de 2026 e de fevereiro a abril de 2027; levantamento bibliográfico por todo o período (agosto de 2026 a julho de 2027); realização de entrevistas com agentes bem-informados (durante a realização dos trabalhos de campo).

Cronograma para os demais anos

Segundo ano: retomar trabalhos de campo se necessário; realização de workshops do grupo do tema; atualização bibliográfica.

Terceiro ano: realização de workshops do grupo do tema; atualização bibliográfica; participação de eventos científicos para apresentação de resultados; elaboração de textos em coautoria com os resultados da pesquisa.

Quarto ano: repetição do que foi realizado no terceiro ano.

Instituições dos membros da equipe

UEM, UNESP, UFF, UFG, UERJ

Procedimentos para elaboração do plano e do roteiro da pesquisa do tema em questão

As decisões foram tomadas durante as reuniões. Posteriormente, os membros do grupo descreveram os critérios para a escolha das cidades e as perguntas que precisarão ser respondidas durante a pesquisa. As questões, que ainda serão melhor escoimadas, foram:

De acordo com o parque industrial de cada uma das cidades estudadas, elas têm, em termos territoriais, padrões de localização e de correlações entre as empresas e entre os ramos industriais?

Quais os nexos dos serviços intermediários (utilizados como insumo produtivo) com as atividades industriais e a construção? Em outras palavras, nas cidades selecionadas, observa-se uma simbiose ou complementaridade da indústria com os serviços de maior valor agregado?

Na linha proposta por Ann Markusen a respeito dos atores geográficos, quais atores (Estado, empresas etc.) são os principais responsáveis pela configuração dos circuitos produtivos?

De que forma o desenvolvimento das atividades industriais e de serviços intensivas em conhecimento e da inovação nas cidades médias brasileiras atuam como vetores de crescimento econômico diferenciado e, nesse sentido, contribuem para o reforço às desigualdades regionais?

Em que medida a expansão de redes técnicas – notadamente energia elétrica, transportes e infraestruturas digitais – têm influenciado a dinâmica socioeconômica de cidades médias brasileiras e suas redefinições no contexto da rede urbana e da especialização produtiva?

Como as infraestruturas e os sistemas logísticos influenciam a especialização produtiva, a indústria, a inovação e o papel das cidades médias brasileiras nas transformações territoriais contemporâneas?

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