EIXOS TEMÁTICOS

Novos Espaços de Consumo

Coordenador: Carlos Henrique Costa da Silva
E-mail: ricougo@ufscar.br

Equipe envolvida (docentes)

Carlos Henrique Costa da Silva (UFSCar), Claudio Smalley Soares Pereira (UECE), Arthur Magon Whitacker (UNESP/PP), William Ribeiro da Silva (UFRJ), Carlos Bartolo (UNIMONTES), Oseas Teixeira da Silva (IFF), Virginia Holanda (UVA), Edilson Luis de Oliveira (UEL), Antonio Bernardes (UFSCar), Eliane Melara (UFF), Heloísa Mariz Ferreira (UFRJ)

Equipe envolvida (discentes)

Fernando Chiarinelli (UFSCar), Bianca Marchesin (UFSCar), Flederson Assis (UFSCar), Geovanna Cruz (UFSCar)

Formulação do problema

Quais empreendimentos comerciais e empresariais que estão reconfigurando a produção do espaço e a dinâmica da centralidade nas cidades médias? Articulação entre dois problemas: o primeiro vinculado à renovação da atuação dos agentes produtores do espaço urbano, seja em escala ou escopo do negócio, observando a valorização dos espaços produzidos, principalmente a partir de shopping centers, complexos multifuncionais e as redes de franquias; e o segundo refere-se às práticas de comércio e consumo por toda a cidade, incluindo o alargamento do circuito inferior, possibilitado pelos recursos técnicos e informacionais da economia digital e o comércio virtual, que redefiniram a relação entre vendedor e comprador, possibilitando o alargamento do comércio de bairro e a economia da viração.

Definição de variáveis para a pesquisa

EIXO 1: Redes de Shopping centers

Shopping centers

Franquias e redes comerciais e de serviços presentes nos shopping centers

Público alvo de consumo

Trabalho

Expansão urbana e mudanças no entorno

Políticas públicas e legislação

Concentração e centralização de atividades econômicas e equipamentos; abairramento

EIXO 2

Setores e Ramos Predominantes nos municípios

Uso de sistemas técnicos diversos

Estrutura e Organização Empresarial

Caracterização das atividades comerciais atacadistas e varejistas

Caracterização das atividades de serviços – terciário banal e terciário superior

EIXO 3

Galpões e agências do Mercado livre

Estrutura logística do Mercado livre

Mapeamento Censo 2022

Rastreamento dos Percursos

Cruzamento das Informações

Plano analítico e interpretativo

Compreender o interior do país e as dinâmicas recentes de reestruturação urbana brasileira (das cidades e das redes) nos impõem discutir pela via da lógica dialética que passa a compor a filosofia da pesquisa acadêmica sobre a urbanização: concorrência e complementaridade; articulação e fragmentação; universalidades, particularidades e singularidades, hierarquias e heterarquias, forma, função, estrutura e processos, baliza o método de pesquisa.

Novas formas de consumir. A digitalização da economia, o aumento intensivo de uma variada gama de tarefas cotidianas que são permeadas e mediadas pelo uso de aplicativos que funcionam no telefone celular, aliado a vigilância, controle e monitoramento do seu tempo de uso, tem contribuído para o aumento do consumo em marketplaces e difundido o comércio virtual. Devido a estratégias das empresas (independente do seu tamanho, pois o pequeno também oferece promoções pelas redes sociais, por exemplo) em oferecer ofertas específicas para compras via App, Site, QRCode etc., a relação comércio virtual e lojas de rua se redefine. Como compreender este movimento que articula a permanência do comércio de rua que incorpora, para sobreviver, novas ferramentas digitais e virtuais?

Alteração substancial do alcance espacial da difusão de bens e serviços.

Recorte territorial

Anápolis, Angra dos Reis, Balneário Camboriú, Crato, Juazeiro, Juiz de Fora, Londrina, Macaé, Maringá, Montes Claros, Mossoró, Passo Fundo, Resende, Ribeirão Preto, Sobral, Sorocaba, Votorantim, Uberlândia, Volta Redonda.

Recorte Temporal

As sucessivas e coexistentes modernizações são processos fundamentais na Teoria dos Circuitos da Economia Urbana (Santos, 1979; Silveira. 2022). Essas ondas de modernização atuam seletivamente no território, chegando aos lugares em diferentes momentos e com intensidades e formas variadas. Estabelecem múltiplas interações com as heranças socioterritoriais e, levando esses princípios em conta, a análise dos circuitos da economia urbana de cidades situadas em formações regionais distintas requer que as periodizações sejam ajustadas às realidades locais e regionais. Não obstante, a ubiquidade das variáveis chave do período atual, a saber a tecnociência, informação e as finanças (Silveira, 2022, p.29), permite adotar, de forma aproximada, os últimos 26 anos como recorte temporal para esse subprojeto do Eixo 2. Na definição desse recorte temporal, consideramos o desenvolvimento de condições fundamentais para os sistemas técnicos atuais, tais como a instituição do Sistema Brasileiro de Pagamento (SBP- Banco Central) a partir de 2001 (Lei Federal 10.214), a transição para internet de banda larga e sua difusão, entre outras. Consideramos também os desdobramentos nos 26 anos iniciais do século XXI das medidas centrais do chamado Plano Real como a redução da inflação, a mudança de moeda e a regulação do câmbio. Destacamos desdobramentos como a expansão do crédito, dos consumos e do endividamento das famílias e empresas, em face da constante elevação das taxas de juros. Em resumo, o recorte temporal adotado inicialmente e não de modo rígido para análise dos circuitos da economia urbana neste eixo vai de 2000 a 2026.

No que tange ao eixo 1, o recorte temporal tem como marco a década de 1980, momento no qual o primeiro shopping em uma cidade média foi produzido: o Ribeirão Shopping, em 5 de maio de 1981. Esse recorte temporal funciona como um ponto de partida para compreender as espacialidades e temporalidades dos shopping centers nas cidades médias brasileiras, bem como as formas de “territorialização” em contextos locais e regionais, que podem variar. No plano da formação socioespacial brasileira, corresponde à um processo de reestruturação espacial, que envolve mudanças da rede urbana, no espaço urbano e na dinâmica do consumo no país. É o contexto em que o shopping começa a ser tematizado como “catedral do consumo”. (Pintaudi; Santos). É o mesmo momento histórico em que os hipermercados se expandem para as cidades médias, principalmente os de capital internacional. Nesse sentido, os shopping centers e as grandes superfícies comerciais modernas contribuem para as mudanças estruturais, morfológicas e vividas nos espaços urbanos.

Para o eixo 3, a contemporaneidade estabelece o recorte, já que se trata dos processos de localização, distribuição, comércio e consumo em plataformas digitais que tem como pressuposto a simultaneidade.

A equipe possui financiamentos complementares para desenvolvimento da pesquisa?

2025 – Atual REESTRUTURAÇÃO URBANA CORPORATIVA: REDES DE SHOPPING CENTERS NO BRASIL PQ-B – CNPq. Produtividade em pesquisa. Coordenação: William Ribeiro da Silva

2023 – Atual “O fenômeno do Atacarejo no Brasil: Dinâmicas Regionais e Novas Tendências no varejo alimentar” – Chamada CNPq/MCTI/10/2023 – UNIVERSAL Carlos Henrique Costa da Silva é Pesquisador da Equipe Coordenada pela UNB

2026 a 2029. CIDADE MÉDIA DE RESPONSABILIDADE TERRITORIAL: OUTRA LEITURA SOBRE SOBRAL NO NOROESTE CEARENSE. PQ-B-CNPq. Produtividade Pesquisa. Coordenação: Virginia Célia Cavalcante de Holanda

2025 – 2027 OBSERVATÓRIO DA HABITAÇÃO DE SOROCABA: Integração pós-graduação e sociedade: ações para o desenvolvimento sustentável, inclusão social e disseminação do conhecimento em Sorocaba e região. ProEXTPG – UFSCar/CAPES Carlos Henrique Costa da Silva e Antônio Bernardes são Pesquisadores da Equipe da UFSCar/Sorocaba

Procedimentos para a pesquisa

Preço da terra urbana (média, mediana, amplitudes)

Fontes para o desenvolvimento da pesquisa

EIXO 1

Sites eletrônicos das gestoras de shopping; ABRASCE (Associação Brasileira de Shopping Centers); Relatórios UQBAR (financeirização e imobiliário de shopping)

https://docs.google.com/spreadsheets/d/1q78I-AG_KwRSRev4TVYMtcqGj3ie8Dj2/edit?gid=34919916#gid=34919916

Sítio eletrônico dos shopping centers; Sítio eletrônico dos grupos;

ABRASCE (Associação Brasileira de Shopping Centers)

RAIS-CAGED;

MAP Biomas (Para mapeamento de expansão urbana); CNPj (Ministério da Fazenda);

Planos diretores municipais; legislação municipal

MAP Biomas (Para mapeamento de expansão urbana); CNPj (Ministério da Fazenda); CNEFE

EIXO 2

RAIS e CAGED

IBGE Cidades

Site das Prefeituras

IBGE – MUNIC 2024

RAIS

Site de Empresas

Rankings de empresas

CNAE

CEMPRE – IBGE

RAIS

CNAE

CEMPRE – IBGE

RAIS

EIXO 3

CNPJ.biz – galpões

ebazar.com.br – site Mercado Livre – agências

Google Street View

Entrevistas e observação participante

identificação de áreas por renda, classe etc.

rastreamento percursos dos entregadores do ML

comparação e cruzamento entre dados primários e secundários para identificação de áreas e redes de comércio e consumo do ML

Previsão de formação de pessoal

IC, mestrado, doutorado e Pós-doc. em 4 anos: IC: 10; MS: 5; DR 2: Pós-Doc: 1.

Previsão de possibilidades de divulgação científica

Espera-se que: artigos em Periódicos: pelo menos 2 por cada eixo por ano; Capítulos de Livro: pelo menos 2 por cada eixo por ano; Apresentação de Trabalhos e Anais de Congresso: pelo menos participação em 3 eventos nacionais por ano.

Qual a intervenção junto à sociedade que poderá ser desenvolvida com o tema da pesquisa?

Entre as intervenções espera-se o acompanhamento através de grupos de consumidores.

Cronograma para o primeiro ano de pesquisa

2026: Participação no I Encontro Regional da RECIME/INCT – Londrina

2026: Participação no I Encontro Nacional da RECIME/INCT – Rio de Janeiro

2026: Trabalho de Campo em Sorocaba e Votorantim (dez.26)

2026: Levantamento e Sistematização dos Dados Secundários de apoio aos 3 eixos finalizado até dezembro;

2026: Elaboração da Cartografia inicial de cada uma das cidades pesquisadas considerando as variáveis do Eixo 1: shopping centers, complexos multifuncionais, redes de franquias, administradoras de shopping centers, mercado livre, galpões, camelódromos.

Instituições dos membros da equipe

UFRJ, UEL, UNESP, UFSCar, UFF, IFF – RJ, UECE, UVA, UNIMONTES.

Nível de integração prévia da equipe envolvida

O Prof. William é o articulador da equipe, pois mantém laços com a maioria da equipe. Entretanto, Claudio, Antônio, Carlos Henrique e Arthur trabalharam como pesquisadores em Projeto Temático da FAPESP entre 2019 e 2025, desenvolvido sob a coordenação da UNESP/PP. Carlos Henrique e Virgínia Holanda também já colaboraram em eventos e publicações em trabalhos junto a REBECCA dentre 2016 e 2023, inclusive coordenando GT no Enanpege de 2019 na USP em São Paulo.

Procedimentos para elaboração do plano e do roteiro da pesquisa do tema em questão

A equipe se reuniu em 5 oportunidades. Todas através do Google Meet. O primeiro encontro aconteceu em 17.04 com a participação dos 3 coordenadores do eixo e a pauta foi a organização do documento geral do eixo com algumas ideias, hipóteses e sugestões.

A segunda reunião foi em 22.04 e a pauta tratou da apresentação dos pesquisadores e seu envolvimento com a temática do eixo e os coordenadores apresentaram as primeiras ideias estruturadoras do eixo.

O terceiro encontro aconteceu em 04.05 e a pauta tratou da divisão em 3 áreas temáticas dentro do eixo e a organização das variáveis, recortes e instrumentos metodológicos.

Já o quarto encontro em 11.05 cada uma das 3 áreas temáticas elaborou um documento com os seus principais pontos, recortes e instrumentos. A última reunião foi em 18.05 e a pauta se debruçou sobre a organização geral do eixo delineando cada uma das 3 temáticas e seu escopo.

OUTROS TEMAS

Produção

Edital Interno – Bolsas DRI-CAPES INCT/ReCiMe 2026

Considerando o desenvolvimento do projeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Rede de Pesquisadores sobre Cidades Médias (INCT/ReCiMe), apoiado pela CHAMADA CNPq/SECTICS/CAPES/FAPs...

VI CIMDEPE – Simpósio Internacional sobre Cidades Médias – Desigualdades e transformações urbanas

Será realizado, de 4 a 6 de maio de 2027, na Universidade do Porto, Portugal, a sexta edição do Simpósio Internacional sobre Cidades Médias....

A ReCiMe agora é um INCT

Início das atividades Em novembro de 2025 foi iniciado formalmente o projeto de criação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Rede de Pesquisadores...

Seminário Brasil-Espanha de Geografia

Embora se tenham matrizes teóricas e metodológicas semelhantes em suas origens, as Geografias brasileira e espanhola revelam similaridades e distinções oriundas de seus contextos...

INCT/ReCiMe – Rede de Pesquisadores sobre Cidades Médias Aprovado no CNPq

Em breve será formalizada a criação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Rede de Pesquisadores sobre Cidades Médias (INCT/ReCiMe) que foi aprovado...