Coordenador: Vitor Miyazaki
E-mail: vitorkoiti@gmail.com
EIXOS TEMÁTICOS
Equipe envolvida (docentes)
Vitor Miyazaki (UFU), Lirian Melchior (UFRRJ), Rebeca Steiman (UFRJ), Paola Santana (UFAM), Beatriz Soares (UFU), Lívia Miranda (UFCG), Josimar Reis (CEFET-MG), Mariana Valença (UPE), Wagner Batella (UFJF), Cleverson Reolon (UEM), Marcelo Motta (IBGE), Hélio Carlos Oliveira (UFU), Reinaldo Santos (UFJF), Márcio Catelan (UNESP)
Equipe envolvida (discentes)
Paulo Henrique Silva Amorim, Anderson Gomes Franco, Clara Gonçalves Garcia, Márcio Vinícius Vicente de Oliveira, Yasmin Marques Sousa da Costa, Ricardo Ferreira Nunes, Heitor de Oliveira Noronha, Raíla Machado de Sales, Kennely de Oliveira França Andrade, Moisés Barbosa da Silva, Nágila dos Santos Situba, Rayan Valter Oliveira.
Formulação do problema
A compreensão das cidades médias brasileiras exige ultrapassar análises restritas às suas dinâmicas intraurbanas, incorporando os processos mais amplos que condicionam suas formas de inserção na rede urbana, suas articulações regionais, os fluxos populacionais e as dinâmicas territoriais associadas às regiões de influência e às áreas de fronteira. Nesse sentido, coloca-se como problema central compreender de que maneira as cidades contempladas pelo INCT “Urbanização contemporânea e as cidades médias brasileiras” se articulam em diferentes escalas territoriais, quais posições ocupam na hierarquia urbana, como estruturam suas relações regionais e quais dinâmicas populacionais, econômicas e territoriais influenciam seus processos de urbanização. Diante disso, surge a necessidade de desenvolver análises que articulem, de um lado, uma leitura geral e comparativa das cidades investigadas, especialmente a partir de bases como os microdados da REGIC/IBGE, e, de outro, estudos locais e regionais mais aprofundados, capazes de evidenciar especificidades relacionadas às dinâmicas regionais, demográficas, da rede urbana e das fronteiras. Busca-se, assim, compreender tanto os padrões gerais de inserção das cidades médias na urbanização contemporânea brasileira quanto as particularidades que marcam suas distintas trajetórias e formas de organização territorial.
Definição de variáveis para a pesquisa
As variáveis analisadas neste eixo consistirão basicamente naqueles já disponibilizados em bases de dados e estudos técnicos, sobretudo do REGIC, Censos Demográficos e Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas no Brasil, todos do IBGE. Como exemplos, podemos citar:
população
PIB
nível hierárquico e centralidade (geral e por temas)
índices de atração por temas
deslocamentos por motivos de trabalho e/ou estudo
entre outros.
Eventualmente, estudos realizados com ênfase em realidades específicas poderão utilizar outras bases de dados disponíveis em escala local ou regional, ou mesmo coleta de informações em campo.
Plano analítico e interpretativo
O plano analítico e interpretativo do eixo será desenvolvido em duas frentes complementares, relativas às duas abordagens já mencionadas anteriormente. A primeira consiste na realização de uma leitura geral e comparativa das cidades contempladas pelo INCT, tomando como referência bases secundárias. A partir da análise de variáveis como população, PIB, níveis hierárquicos, centralidade urbana, regiões de influência, índices de atração e deslocamentos por trabalho e estudo, o foco estará na compreensão dos papéis desempenhados pelas cidades médias na rede urbana brasileira, suas formas de articulação regional e os padrões gerais associados à urbanização contemporânea.
A segunda frente interpretativa será voltada ao aprofundamento de realidades locais e regionais específicas, permitindo examinar de maneira mais detalhada as particularidades que marcam diferentes contextos territoriais, demográficos e de fronteira. Nessa perspectiva, estudos de caso desenvolvidos ou em desenvolvimento no âmbito do grupo permitirão articular os processos gerais identificados nas análises comparativas às especificidades historicamente construídas em determinados contextos regionais, contribuindo para uma interpretação multiescalar das dinâmicas urbanas e regionais e para a compreensão das distintas formas de inserção das cidades médias na urbanização brasileira contemporânea.
Ressalta-se que esta segunda frente contemplará apenas algumas cidades, de acordo com a disponibilidade e possibilidade dos núcleos/pesquisadores que participam deste eixo temático.
Recorte temporal do tema
O recorte temporal variará de acordo com as leituras e abordagens. Para a caracterização geral das cidades, por exemplo, o recorte temporal estará atrelado aos anos em que há informações sistematizadas por meio da REGIC/IBGE. Já para os estudos sobre deslocamentos por motivo de trabalho ou estudo, o recorte será nos dois últimos levantamentos censitários (2010 e 2022). Ainda, no caso dos estudos com base em realidades locais e regionais específicas, os recortes temporais poderão variar de acordo com as fontes disponíveis ou a relevância de dinâmicas e processos particulares.
A equipe possui financiamentos complementares para desenvolvimento da pesquisa?
Financiamentos complementares:
Desigualdades socioespaciais em contextos não-metropolitanos: dinâmicas e processos em cidades médias (Chamada CNPq/MCTI N 44/2024 – Faixa B – Grupos Consolidados).
Produção do espaço urbano e desigualdades socioespaciais no Brasil não-metropolitano (Chamada CNPq N 18/2024 – Bolsas de Produtividade em Pesquisa).
Mobilidade pendular e reestruturação metropolitana do Rio de Janeiro (FAPERJ).
Quais as fontes para o desenvolvimento da pesquisa?
Basicamente as fontes serão as bases de dados e estudos técnicos do IBGE:
Regiões de Influência das Cidades – REGIC/IBGE.
Arranjos populacionais e concentrações urbanas no Brasil/IBGE.
Censos demográficos/IBGE.
Outras bases locais e regionais.
Eventualmente, quando possível e viável, pesquisas de campo.
Previsão de formação de pessoal. IC, mestrado, doutorado e Pós-doc. em 4 anos
Tendo em vista os pesquisadores envolvidos até o momento, numa previsão inicial: IC: 8; Mestrado: 6; Doutorado: 5.
Qual a previsão de possibilidades de divulgação científica?
Apresentação de trabalhos em eventos e publicação em anais de eventos. Possibilidade de organização de um dossiê temático em periódico ou livro, a partir dos resultados das pesquisas desenvolvidas no eixo. Proposta de um atlas com base no levantamento geral e caracterização das cidades estudadas pelo INCT.
Qual a intervenção junto à sociedade que poderá ser desenvolvida com o tema da pesquisa?
As pesquisas deste eixo temático poderão contribuir junto à sociedade ao produzir diagnósticos e interpretações sobre as redes urbanas, as dinâmicas regionais, populacionais e de fronteira que auxiliem na compreensão do papel das cidades médias brasileiras e de suas áreas de influência. Eventualmente, os resultados poderão subsidiar órgãos públicos, instituições de planejamento, gestores municipais e regionais, além da sociedade civil, ao oferecer informações e análises capazes de apoiar a formulação de políticas públicas, o planejamento territorial e a gestão de serviços e infraestruturas relacionados à mobilidade, circulação populacional, oferta de serviços, integração regional e redução de desigualdades socioespaciais. Neste caso, as parcerias junto ao IBGE serão fundamentais. A proposta de elaboração de um atlas poderá contribuir para a divulgação destes resultados junto à sociedade em geral.
Cronograma para o primeiro ano de pesquisa
Neste primeiro ano da pesquisa o foco se dará em:
pesquisa e levantamento bibliográfico sobre estudos (TCCs, dissertações e teses sobre as temáticas do eixo nas cidades a serem estudadas);
definição das variáveis a serem exploradas (tanto pelo estudo geral quanto pelas análises locais/regionais);
levantamento e sistematização de informações para organização de bancos de dados.
Cronograma para os demais anos
2º ano: sistematização dos bancos de dados; elaboração de representações espaciais; elaboração dos primeiros textos (ainda em versões preliminares) para debates internos.
3º ano: análise das informações e das representações espaciais; produção e aperfeiçoamento de textos (a partir dos debates internos); publicação dos resultados parciais.
4º ano: análise detalhada dos resultados das pesquisas; publicação e apresentação dos resultados finais das pesquisas.
Instituições dos membros da equipe
UFRJ, UEM, UFJF, UFU, UPE, UFCG, UFAM, UFRRJ, UNESP, IBGE
Nível de integração prévia da equipe envolvida
A equipe é constituída por pesquisadores de diferentes instituições, situadas em diferentes regiões do país. Alguns pesquisadores têm experiência em estudos em âmbito local/regional e intra-institucional, por meio de atividades desenvolvidas, por exemplo, em laboratórios e grupos de pesquisa. Outros já acumulam experiência em pesquisas coletivas e em redes interinstitucionais, como no caso da própria ReCiMe. Por meio das reuniões realizadas até o momento, bem como um levantamento preliminar realizado por meio de formulário eletrônico, constatou-se que há muitas convergências entre os estudos e as reflexões realizadas pelo grupo. De qualquer forma, a ideia é de preservar a autonomia das pesquisas individuais (sem uniformização dos estudos ou padronização das fontes e instrumentos metodológicos) e fortalecer os pontos de convergência para gerar uma produção coletiva e com identidade ao eixo.
Procedimentos para elaboração do plano e do roteiro da pesquisa do tema em questão
Com base nas discussões realizadas até o momento, a proposta dentro deste eixo temático é de desenvolver dois tipos de análises:
1) uma caracterização geral dos níveis hierárquicos e regiões de influência de todas as cidades compreendidas pelo projeto do INCT, com base, principalmente, nos microdados da REGIC/IBGE, com vistas a uma leitura geral e comparativa do conjunto de cidades, capaz de subsidiar interpretações iniciais e identificar elementos relevantes para análises posteriores mais específicas.
2) outras voltadas a recortes locais/regionais mais específicas, com base em estudos já realizados ou que ainda serão desenvolvidos, permitindo assim maior aprofundamento a respeito das dinâmicas regionais, demográficas, da rede urbana ou da fronteira, inclusive por meio do uso de outras bases e fontes de dados. Como exemplos, podemos citar o estudo de Caruaru e Garanhuns, em Pernambuco; Manacapuru, no Amazonas; Ituiutaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, entre outros.
O tema foi desmembrado em eixos para melhor organizar a pesquisa?
Não houve um desmembramento em eixos. Porém, conforme explicado no item anterior, haverá dois conjuntos de contribuições: o primeiro, que focará nas cidades compreendidas pelo projeto do INCT, com base, principalmente, nos microdados da REGIC/IBGE, permitindo uma leitura abrangente e comparativa desses centros urbanos, orientada à identificação de padrões gerais, articulações territoriais e especificidades regionais; o segundo, que será constituído por estudos mais pontuais, a partir da análise e estudo de cidades específicas e suas regiões de influência.
Recorte territorial
Anápolis, Angra dos Reis, Arapiraca, Balneário Camboriú, Barreiras, Bauru, Cabo Frio, Cajazeiras, Campina Grande, Campos dos Goytacazes, Caruaru, Chapecó, Barbalha, Crato, Dourados, Garanhuns, Itaperuna, Itabaiana, Ituiutaba, Juazeiro, Juiz de Fora, Londrina, Macaé, Manacapuru, Marabá, Maringá, Mineiros, Montes Claros, Mossoró, Jataí, Juazeiro do Norte, Paraty, Passo Fundo, Patos, Parintins, Presidente Prudente, Petrolina, Resende, Ribeirão Preto, Rio Verde, Santarém, Sobral, Sorocaba, Votorantim, Uberaba, Uberlândia, Volta Redonda.
Questões e apontamentos sobre a sobreposição de dados coletados entre os temas – alternativas para otimizar a produção coletiva
Buscar produzir auxílio para organização de dados demográficos para todas as cidades do INCT para auxiliar as equipes dos demais temas. Pensar em produzir dois ou três volumes do Atlas. Um primeiro volume mais geral, com dados mais estruturantes para todas as cidades. Um segundo ou terceiro com resultados das pesquisas, sendo um Atlas temático. Pensar em incluir dados de importação e exportação (verificar as sobreposições com o tema de indústria ou com o tema de Novos Espaços de Consumo).
OUTROS TEMAS
Produção











