EIXOS TEMÁTICOS

Fragmentação socioespacial e desigualdades urbanas

Coordenadora: Maria Encarnação B Sposito
E-mail: mebsposito@gmail.com

Equipe envolvida (docentes)

Maria Encarnação Beltrão Sposito (coordenação do tema), Igor de França Catalão (coordenação do tema), Antonio Henrique Bernardes, Carlos Henrique da Silva, Clarice Cassab Torres, Dimas Peixinho, Eliana Melara, Helena Rizzatti Fonseca, Jozimar Souza, Iara Soares de França, Ismail Barra Nova de Melo, Maria Angélica Magrini, Maria José Martinelli Calixto, Maria José Rodrigues, Natalia Daniela Sá Britto, Rizia Mendes Mares, Rita de Cassia Conceição Gomes, William Ferreira da Silva, Willame de Oliveira Ribeiro

Formulação do problema

Parte-se da constatação de que, mesmo em períodos de melhoria socioeconômica de parte considerável da sociedade brasileira (inclusive os que estão na base da pirâmide social) não tem ocorrido diminuição das desigualdades socioespaciais, tanto porque os preços imobiliários ampliam o diapasão de tais desigualdades, como porque os programas de habitação de interesse social reforçam a urbanização periférica (Caldeira, 2017) e ampliam as formas de diferenciação socioespacial.

Plano analítico e interpretativo

Com o desafio de avançar na compreensão do movimento de transformações associadas à sobreposição da lógica espacial centro-periférica pela fragmentária, partimos da ideia que é importante analisar alterações tanto na morfologia urbana [1], como nas práticas espaciais [2] e imaginários sociais [3]. Partindo-se desta tríade proposta por Magrini (2013) e da ideia de fragmentação socioespacial (Barata-Salgueiro, 1997; Prévôt-Schapira, 1999; Sposito & Sposito, 2000; Legroux, 2022) esperamos contribuir no âmbito do INCT para a leitura das transformações contemporâneas nas cidades brasileiras.

Recorte Temporal do tema

O recorte temporal não será o mesmo para todas as cidades, uma vez que as transformações que são objeto de análise tornam-se importantes e, portanto, determinantes, em momentos diferentes. No entanto, podemos partir do princípio que elas vêm ocorrendo desde os anos de 1980. As balizas dadas pelos Censos Demográficos também interferem na definição do recorte territorial e, desse ponto de vista, podemos tomar como referência o Censo de 1980.

A equipe possui financiamentos complementares para desenvolvimento da pesquisa?

Sim, possui financiamento para duas cidades – Mossoró e Chapecó (Edital Universal do CNPq e projeto regular da Fapesp). Em relação a outras, os custos devem ser baixos porque há pesquisadores que moram nas cidades.

Apresente um cronograma para o primeiro ano de pesquisa

Concluir a definição das variáveis e dos instrumentos de pesquisa. Realizar um trabalho de campo em cada cidade entre agosto de 2026 e julho de 2027, realizando o trabalho relativo à frente metodológica II (entrevistas).

Instituições dos membros da equipe

UFFS, UNESP, UFSCar, UFGD, UFF, IFF – RJ, UFJF, UFU, Unimontes, UFJ, UPE, UVA

Nível de integração prévia da equipe envolvida

A equipe está relativamente bem integrada, porque a maior parte tem mantido frequência às reuniões que ocorreram. Os que ainda não se integraram estão assinalados acima, mas esperamos que entrem no ritmo conosco em breve.

Procedimentos para elaboração do plano e do roteiro da pesquisa do tema em questão

Foram realizadas reuniões em 26 de março (geral), 15 de abril (geral) e 20 de maio (subgrupo da Frente Metodológica Banco de Dados). Estão agendadas mais duas reuniões: 11 de junho (frente metodológica Entrevistas) e 15 de junho (geral).

O tema foi desmembrado em eixos para melhor organizar a pesquisa?

Aventa-se a hipótese de haver encaminhamentos diferentes para a análise das desigualdades urbanas (mais estatístico e abrangendo número maior de cidades) e fragmentação socioespacial (quali-quantitativo abrangendo uma dezena de cidades).

Recorte territorial

Angra dos Reis, Chapecó, Dourados, Juiz de Fora, Marabá, Montes Claros, Mossoró, Jataí, Petrolina, Sorocaba.

Questões e apontamentos sobre a sobreposição de dados coletados entre os temas – alternativas para otimizar a produção coletiva

Rico: Proposta de divisão dos contatos e entrevistas entre os agentes bem-informados. Que os de mercado fiquem com o tema da “Dinâmica Imobiliária” e os sociais fiquem com o tema da “Fragmentação e Desigualdade”.

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